terça-feira, 8 de julho de 2014

Mais 15 dias

Blumenau (SC), 08 de julho de 2014. Hoje foi o retorno ao ortopedista. Eu estava certo que sairia caminhando, psicologicamente estava me preparando para isso: colocar o pé no chão, depois de 37 dias.

Mas ainda não fui liberado.

Agora 10 seções de fisioterapia, para ganho de amplitude motora e daqui a duas semanas, iniciar a carga sobre o pé.

Saromaracer da Asics. Saudade do parceiro de muitos quilômetros... logo voltamos para a endorfina.

É algo muito pessoal a preferência por um tênis. Descobri as minhas preferências, dentro do que no momento podia investir, com o benefício que ele poderia me proporcionar. 

É claro que a vontade é sempre fazer um upgrade todo ano, mas ao mesmo tempo, sou daqueles que acabam criando um vínculo com o pisante. 

A sensação é que cada corrida o tênis fica melhor, tecnicamente, as camadas de GEL, placas de EVA, borrachas com resistências abrasivas, acabam conferindo ao tênis ao longo das corridas, o molde da sua pisada. 

Vale lembrar que muitos tênis de corrida são desenvolvidos conforme o tipo de pisada, como por exemplo: pronada, neutra, ou supinada. Além de existirem tênis mais estruturados e menos estruturados, como é o caso dos tênis minimalistas com pouca estrutura e recomendado para corredores mais experientes.

Mas um dia, sei que vou aposentar o "luminocolor" Soramaracer, que foi inspirado na Ultra Marathon Lake Saroma, uma ultra maratona de 100km que acontece todo ano na Ilha de Hokkaido, no Japão.

Até lá vou aproveita-ló mais um pouco, mesmo agora.

Bons treinos.



sexta-feira, 4 de julho de 2014

A Fratura

Blumenau (SC), 01 de Junho de 2014. No dia 01 de junho, domingo a noite, voltando a pé para casa depois de uma caminhada, sem perceber o desnível de aproximadamente 80cm em uma calçada, cai.

Uma queda, banal diga-se de passagem.

Na hora, sem perceber e apenas sentido dor, andei com muita dificuldade por mais uns 500 m. Na manhã seguinte, com o pé muito inchado e sem poder encostá-lo no chão, a Dani me levou para o Hospital Santa Isabel.

Raio-x e o diagnóstico. Fratura do terço distal da fíbula.

Raio-X da Fratura do terço distal da fíbula

Depois de 10 dias, fiz um novo raio-x; e a confirmação que não precisaria fazer cirurgia para dar continuidade ao tratamento. Um grande alívio, agora era apenas repouso, perna erguida e muito gelo.

Sem poder acreditar que depois de percorrer mais de 250 km em provas de Trail (trilhas, montanhas, costões, areia, descidas, subidas, praias e desertos), fui justamente ter a minha primeira fratura, andando em uma calçada... 

O incidente ocorreu 15 dias antes do Desafrio. Em contato com a organização da prova, me devolveram a taxa de inscrição. Queria agradecer aqui as mensagens de apoio que recebi da organização da Ecofloripa.

Também já havia feito a inscrição para a Maratona de Santa Catarina, e conforme menciona no regulamento: o valor da inscrição não será devolvido em nenhuma hipótese.


O próximo retorno ao Hospital, será dia 08 de julho. Onde espero receber alta, colocar o pé no chão e começar a fisioterapia.


Queria agradecer em especial, a toda equipe do Hospital Santa Isabel, ao ortopedista Doutor Luciano Alves de Oliveira pela condução do tratamento. Ao nobre trabalho da Abludef, de Blumenau e a inestimável Dani pelo carinho e atenção.

Enquanto isso, recomento a leitura desse incrível livro... 
uma história de pessoas, desafios e conquistas.


Logo eu volto. Volto correndo.



domingo, 16 de fevereiro de 2014

Corrida Ponta do Papagaio - 30km

Palhoça (SC), 16 de Fevereiro de 2014. Algumas provas valem a pena fazer pelo visual que proporcionam. A Ponta do Papagaio é um exemplo. Ela não estava nos meus planos. Mas o percurso é show, porém inversamente proporcional à organização da prova, pelo menos foi o que demonstrou ano passado.


a medalha

Esse ano a organização melhorou. Melhorou um pouco em alguns aspectos. A inscrição é cara, mas indico para quem quer aproveitar o visual das Praias da Pinheira, Ponta do Papagaio, Praia do Sonho e Praia da Guarda do Embaú.

A distância para quem faz a prova solo, é uma ótima proposta trail para um treino de maratona. Os primeiros 8km são trilhas, montanhas, subidas, descidas, depois trechos planos de areia, areia... e mais areia... vale lembrar que são poucos trechos de areia fofa. Foi assim nas duas edições que participei.

Senti a falta de planejamento e da planilha para essa prova, devido a recuperação de algumas unhas dos pés, evitei os treinos longos. Concentrei os trabalhos específicos de fortalecimento muscular na academia. Como já postei anteriormente, não sou muito adepto aos treinos na rua. Devido aos horários disponíveis que tenho, sou um "Runmester",  rs... adepto à esteira e a academia.

Não consegui melhorar o meu tempo - estava 4kg mais pesado que ano passado, me sentia lento - mesmo assim cheguei bem mais inteiro. 

Deve existir uma fórmula ou uma relação entre peso e massa muscular / velocidade e resistência que ainda não encontrei.

Ano passado a falta de água nos dois últimos postos de abastecimento, me fizeram utilizar uma camelbak de dois litros, que enchi com água de coco. Por sinal, esse ano, não faltou.

Completei os 30km em 3h10min51s.



pórtico de largada

e o tempo nublado


a largada


trilhas, pedras e mar...


visual da Guarda do Embaú


passando pela Guarda do Embaú


os primeiros 8kms


mais um registro


O percurso...


Corrida Ponta do Papagaio
Tempo líquido: 3h10min51s

Distância: 30 km
Posição Geral: 191 de 234
Posição masculino: 120 de 139









sábado, 25 de janeiro de 2014

Night Run Costão do Santinho - 10km


Florianópolis (SC), 25 de Janeiro de 2014. Considerado um patrimônio natural de Florianópolis, o vento sul característico nessa época do ano, com suas rajadas acompanhadas ou não de chuva que geralmente duram três dias, dava o ar de sua graça mais uma vez na corrida.

Foi assim...

As luzes das tochas que serviam de sinalização, pestanejavam ao longo do percurso.

A maresia formada pela rebentação das ondas, avançava sobre a areia, acelerando o lusco-fusco do cenário.

Era possível sentir a energia dos corredores na areia.

Havia um motivo especial em participar dessa prova.

A Dani, minha namorada, estava fazendo a sua estreia nos 5km e também nesse mundo da endorfina. Tudo bem que não foi em uma prova plana, de asfalto e durante a luz do dia. Mas sim, em uma prova na areia, com trilhas, dunas e a noite, que ela encarou com muita determinação.

A estreia...

Minutos antes da prova, era possível observar os seus olhos brilharem. Ao sinal da largada, fogos de artifício celebravam um novo ano, novos desafios, sonhos e conquistas que muitos, assim como a Dani, pela primeira vez desafiando 5 ou 10km. 

Em alguns trechos o mar avançou sobre a areia, fazendo os head-lamps de alguns corredores, zigue-zaguear na praia.

Fiz uma prova tranquila, sem cobranças de tempo, ao menos foi esse o pensamento até segundos antes da largada. Mas na hora, quando você dá as primeiras passadas, esquece de tudo e quer bater o seu recorde. O que não foi dessa vez, completei os 10 km em 55m07s.

Dani completou os 5km em 34m27s. Fiquei muito orgulhoso, pois ela enfrentou além da areia, um percurso com trilhas e dunas.

Foram muitos quilômetros e aproximadamente 6 anos, para reencontrá-la... bom isso é uma outra história, que só mesmo a corrida pode me proporcionar.

Retirando o kit...

na estrutura montada na Decathlon em Florianópolis.

pórtico de largada

a estrutura montada no Costão...

e o vento sul...

com o tempo nublado.

a largada... celebração.

correndo muito... 

o percurso.


Night Run Costão do Santinho

Distância: 10 km
Posição Geral Masculino: 73 de 222
Tempo: 55m07s

Dani
Distância: 5 km
Posição Geral Feminino: 81 de 334
Tempo: 34m27s

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Desafio Praias e Trilhas - 84km

Florianópolis(SC), 19 e 20 de outubro de 2013. Um tempo afastado das provas e do blog, e apenas agora, 2 meses depois do Desafio Praias e Trilhas, volto a escrever sobre essa prova surreal. 


A chegada dos 84km.

Dois motivos me afastaram durante esse período das corridas. 

O primeiro: os compromissos com os estudos na conclusão do penúltimo semestre de Engenharia Civil; e o segundo que vocês leram logo abaixo.


A Prova

O Desafio Praias e Trilhas é um prova de corrida divida em dois dias. Cada dia uma maratona. Totalizando 84 km, em um percurso numa das paisagens mais belas do Brasil. No primeiro dia, a largada as 7h30 da manhã, no Sul da Ilha de Florianópolis em Caieira da Barra do Sul, com chegada na Praia da Joaquina. 

No segundo dia, a largada as 7h na Praia da Joaquina, com a conclusão da prova na Praia de Ponta das Canas, norte da Ilha no Hotel Costa Norte Ponta das Canas. Sim... do Sul ao Norte de Florianópolis.


Devido aos compromissos profissionais e da faculdade, cheguei no Hotel em Florianópolis as 2h da manhã. Sem descansar direito, fiz algo insano que nunca mais quero repetir. As 5h da manhã já estava entrando no ônibus da organização, que nos levou até a local da largada.


Estava escuro, pela janela era possível observar a silhueta da geografia, um pouco da vegetação, do mar, das dunas, praias e estradas que horas depois, estaríamos percorrendo em direção a chegada. 

A pesagem oficial minutos antes, aferiu 82kg. Bem hidratado e com a camelback com 2 litros de água de coco, carbogeis e bar-protein, larguei para uma das provas mais incríveis que já participei. 

Incrível, porque se olharmos o mapa, nos dois dias, o desafio era atravessar a Ilha de Norte a Sul, enfrentando subidas e descidas íngremes, trilhas com pedras, praias de areia fofa, vilarejos, dunas e costões.


Nas trilhas fechadas com a vegetação, era possível encontrar águas que brotavam das áreas de interflúvio e desciam ladeira abaixo pela mata. Em cada encontro enchia o copo fornecido pela organização, e banhava a nuca para aliviar a temperatura do corpo. 

Ao todo eram 6 pontos de hidratação e 7 com frutas, sal, refrigerante e alimentos sólidos.

No primeiro dia, completei os primeiros 42km em 6h37min. Na pesagem na Praia da Joaquina, a surpresa: 80,9 kg. Fiz uma excelente hidratação ao longo do percurso, perdi apenas 1,1 kg no primeiro dia. Talvez isso foi o que garantiu a minha recuperação para largar no segundo dia. 

Ao longo da tarde uma leve caminhada pela Lagoa da Conceição, um lanche natural, frutas e muita hidratação, pois a segunda etapa já havia começado, quando pisei na Praia da Joaquina.

Largando com 9 competidores a menos, os últimos 42km foram incríveis, assim como os primeiros. 

Costões, praias extensas, com areia fofa, areia grossa, areia fina, trilhas fechadas, trilhas abertas, 
montanhas, pedras, muitas pedras e mar... o mar que nos acompanhou em movimentos incansáveis de arrebentação, quebravam o silencio, junto com a respiração ofegante em alguns trechos.

Tenho certeza que as imagens das paisagens ficaram gravadas por muito tempo em minha lembrança, mas entre todas a maior delas... a da chegada dos 84km na Ponta das Canas. 

Nos últimos 200 m, era preciso atravessar um canal com a água do mar até o peito.

Foi surreal. 

Depois de cair, tropeçar e escorregar em alguns pontos do percurso, um banho lavou todas as dores e cansaço que a prova proporcionou. 

Completei os últimos 42km em 7h43min, totalizando os 84km em 14h21min.


O Segundo Motivo

Desde os 52km do Desafrio em Urubici, em junho, um inconveniente surgiu nos meus pés. Algumas unhas começaram a ficar roxas, os hematomas aumentavam a cada prova de longa distância. Não havia dor, a questão era apenas estética e não me importei e continuei a correr.

Foram nos 84km do Desafio Praias e Trilhas que os "garrões" se agravaram. O resultado dos tropeços em cepos, pedras e raízes, apareceram uma semana depois. Com a inflamação já maior, comecei a sentir fortes dores nas unhas e precisei ir a uma podóloga. Não cheguei a ler nada sobre como evitar essa questão, mas acredito que a numeração do tênis, tem uma grande influência sobre isso. Eu corro com o meu número exato, e as vezes me pergunto se uma numeração maior não resolveria.

De qualquer forma estou a 2 meses sem correr. Voltando agora. Aos poucos. Fazendo um devido tratamento nas unhas dos pés, e aguardando para voltar em 2014 com toda força, para enfrentar em maio, os 100km da Costa Esmeralda Ultra Trail.

E para finalizar... a todos vocês, que me acompanham nessa jornada, que me acompanharam em 2013,  a todos que apenas lêem, aos que já correm muito e aos que pretendem começar a correr... 

Um Feliz Ano Novo! Muitos e bons kms em 2014.



Desafio Praias e Trilhas
Tempo líquido: 14h21min35s

Distância: 84 km
Posição Geral: 52 de 94
Posição na Faixa etária 35-39: 12 de 16







A chegada na Praia da Joaquina... os primeiros 42km concluídos


a largada no segundo dia... na Praia da Joaquina...

em alguns trechos... Costões de pedras...

... trilhas a beira mar...

dunas...

areia fofa...

 praias extensas...

 descidas...

subidas...

mais subidas e dunas...

... avistando a chegada... depois de 84km...

os últimos 200m foram assim... surreal!


a travessia...


a vitória!

 a alegria!

o percurso.



quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Maratona Internacional de São Paulo - 42 km

São Paulo (SP), 06 de outubro de 2013. A Maratona de São Paulo estava programada para o dia 28 de abril, dois meses antes, a organização anunciou a nova data da prova para 6 outubro.


Pórtico da largada e chegada da Maratona Internacional de SP - 2013


Inúmeras reclamações.

Incluindo as minhas também.

Precisei me reprogramar financeiramente, gastei a mais com a mudança nas datas das passagens que já havia comprado.

Cheguei a São Paulo no sábado de manhã, retirei o kit no Ginásio do Ibirapuera e fui para o hotel.
Tentei descansar. 

Estava ansioso.

Uma pergunta rondava meus pensamentos, que apenas na prova poderia ser respondida:

- Conseguiria completar?

Uma semana antes, havia participado dos 42k da Maratona de Santa Catarina. Músculos, tendões, ligamentos e quase todos os sistemas corporais fisiológicos estavam em período de recuperação.
Mas já estava ali e o objetivo na prova era maior. Fazer um treino para os 84km do Desafio Praias e Trilhas que aconteceria 15 dias depois em Florianópolis.

Cheguei ao Parque do Ibirapuera 1 hora antes da largada, localizei o guarda volume e sai para conhecer o a estrutura.

Encontrei a entrada da baia que indicava o meu ritmo. Quando abriram os portões, em incríveis 10 minutos, o que antes parecia vazio, foi tomado por dezenas de milhares de pessoas.

Um helicóptero da organização começou a sobrevoar a largada.
Diferente da São Silvestre, não haviam tantos corredores fantasiados ou que estavam ali para se divertir.

Ali estava um Brasil de corredores. Dos quatros ventos. De norte a sul.

De cada raça. De cada cor, sotaque e ritmo.

Dezenas de milhares.

Estava bem posicionado. Ao sinal da largada, levei 1min46s para atravessar o pórtico.

Ao longo do percurso, haviam 10 pontos com atrações musicais, dois pontos de hidratação com isotônicos, dois de distribuição de  gel, 18 pontos de água e 2 pontos de carboidratos naturais (mini batatas cozidas com sal devidamente embaladas que experimentei e gostei) e frutas secas.

Sem dúvida, esta foi a prova com maior desgaste psicológico que passei. Por duas razões que identifiquei:
O percurso tinha muitas idas e voltas e isso era uma tortura, o vai e vem, não acabava. Eram atletas indo e voltando. Uma redundância quilométrica entre as ruas.

O outro fato que somou a essa imposição psicológica, foi a marcação com placas a cada quilômetro. Senti que isso estava me tirando o prazer de correr.

Não queria lembrar da distância que estava. Queria apenas correr. Não adiantava olhar para os lados, as placas eram enormes.

Pela primeira vez, senti uma vontade de passar pelo quilômetro 30 e dar uma voadora na placa, rs.

Sim, isso mesmo, rs... derrubá-la, assim como ela me derrubou na primeira maratona que participei. (Leia aqui).

É claro que nunca ia fazer isso, mesmo porque eu não ia conseguir, porque ela estava fixada em um galho de uma árvore.

Quando completei os 38 quilômetros, fisicamente estava bem, mas psicologicamente destruído. Ao passar pelo último túnel, um Sr. fantasiado de amarelo com uma bicicleta também fantasiada de amarelo e com diversos pisca-piscas, começou a pedalar ao meu lado. O problema maior foi que a bicicleta tinha um aparelho de som e tocava a música Maluco Beleza de Raul Seixas.

Aquilo foi uma tortura. Raul Seixas, o Sr. da bike e eu. Malucos.

Precisei aumentar o ritmo para deixar Raul Seixas para trás, mas logo ele voltava ao meu lado, e assim foi, por mais 2 quilômetros. Eu a bicicleta-pisca-pisca-sonora e Raul Seixas.

Posso dizer que me surpreendi com os meus pensamentos agressivos que tive com o quilômetro 30, com a música na bicicleta e também com o tempo que fiz na prova.

Os 42.195m foram completados em 4h09min, 2 minutos a menos que na semana anterior.

Agora era aguardar os 84km do Desafio Praias e Trilhas; e agradecer ao Sr. da bicicleta-pisca-pisca-sonora e Raul Seixas, que sem eles eu não teria corrido tanto no final.



Retirada do kit...



 O kit da Maratona Internacional de SP 2013...



 Momentos antes da Largada... em 10 minutos lotou!



O guarda volume...


Eu Atleta!



Os banheiros químicos...


 A chegada... sem Raul Seixas,rs.

  
A Medalha.




O percurso.



Maratona Internacional de São Paulo
Tempo líquido: 4h09min05s

Distância: 42,195 km
Posição Geral Masculino: 1139 de 2726
Posição na Faixa etária 35-39: 210 de 492