terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Desafio Praias e Trilhas - 84km

Florianópolis(SC), 19 e 20 de outubro de 2013. Um tempo afastado das provas e do blog, e apenas agora, 2 meses depois do Desafio Praias e Trilhas, volto a escrever sobre essa prova surreal. 


A chegada dos 84km.

Dois motivos me afastaram durante esse período das corridas. 

O primeiro: os compromissos com os estudos na conclusão do penúltimo semestre de Engenharia Civil; e o segundo que vocês leram logo abaixo.


A Prova

O Desafio Praias e Trilhas é um prova de corrida divida em dois dias. Cada dia uma maratona. Totalizando 84 km, em um percurso numa das paisagens mais belas do Brasil. No primeiro dia, a largada as 7h30 da manhã, no Sul da Ilha de Florianópolis em Caieira da Barra do Sul, com chegada na Praia da Joaquina. 

No segundo dia, a largada as 7h na Praia da Joaquina, com a conclusão da prova na Praia de Ponta das Canas, norte da Ilha no Hotel Costa Norte Ponta das Canas. Sim... do Sul ao Norte de Florianópolis.


Devido aos compromissos profissionais e da faculdade, cheguei no Hotel em Florianópolis as 2h da manhã. Sem descansar direito, fiz algo insano que nunca mais quero repetir. As 5h da manhã já estava entrando no ônibus da organização, que nos levou até a local da largada.


Estava escuro, pela janela era possível observar a silhueta da geografia, um pouco da vegetação, do mar, das dunas, praias e estradas que horas depois, estaríamos percorrendo em direção a chegada. 

A pesagem oficial minutos antes, aferiu 82kg. Bem hidratado e com a camelback com 2 litros de água de coco, carbogeis e bar-protein, larguei para uma das provas mais incríveis que já participei. 

Incrível, porque se olharmos o mapa, nos dois dias, o desafio era atravessar a Ilha de Norte a Sul, enfrentando subidas e descidas íngremes, trilhas com pedras, praias de areia fofa, vilarejos, dunas e costões.


Nas trilhas fechadas com a vegetação, era possível encontrar águas que brotavam das áreas de interflúvio e desciam ladeira abaixo pela mata. Em cada encontro enchia o copo fornecido pela organização, e banhava a nuca para aliviar a temperatura do corpo. 

Ao todo eram 6 pontos de hidratação e 7 com frutas, sal, refrigerante e alimentos sólidos.

No primeiro dia, completei os primeiros 42km em 6h37min. Na pesagem na Praia da Joaquina, a surpresa: 80,9 kg. Fiz uma excelente hidratação ao longo do percurso, perdi apenas 1,1 kg no primeiro dia. Talvez isso foi o que garantiu a minha recuperação para largar no segundo dia. 

Ao longo da tarde uma leve caminhada pela Lagoa da Conceição, um lanche natural, frutas e muita hidratação, pois a segunda etapa já havia começado, quando pisei na Praia da Joaquina.

Largando com 9 competidores a menos, os últimos 42km foram incríveis, assim como os primeiros. 

Costões, praias extensas, com areia fofa, areia grossa, areia fina, trilhas fechadas, trilhas abertas, 
montanhas, pedras, muitas pedras e mar... o mar que nos acompanhou em movimentos incansáveis de arrebentação, quebravam o silencio, junto com a respiração ofegante em alguns trechos.

Tenho certeza que as imagens das paisagens ficaram gravadas por muito tempo em minha lembrança, mas entre todas a maior delas... a da chegada dos 84km na Ponta das Canas. 

Nos últimos 200 m, era preciso atravessar um canal com a água do mar até o peito.

Foi surreal. 

Depois de cair, tropeçar e escorregar em alguns pontos do percurso, um banho lavou todas as dores e cansaço que a prova proporcionou. 

Completei os últimos 42km em 7h43min, totalizando os 84km em 14h21min.


O Segundo Motivo

Desde os 52km do Desafrio em Urubici, em junho, um inconveniente surgiu nos meus pés. Algumas unhas começaram a ficar roxas, os hematomas aumentavam a cada prova de longa distância. Não havia dor, a questão era apenas estética e não me importei e continuei a correr.

Foram nos 84km do Desafio Praias e Trilhas que os "garrões" se agravaram. O resultado dos tropeços em cepos, pedras e raízes, apareceram uma semana depois. Com a inflamação já maior, comecei a sentir fortes dores nas unhas e precisei ir a uma podóloga. Não cheguei a ler nada sobre como evitar essa questão, mas acredito que a numeração do tênis, tem uma grande influência sobre isso. Eu corro com o meu número exato, e as vezes me pergunto se uma numeração maior não resolveria.

De qualquer forma estou a 2 meses sem correr. Voltando agora. Aos poucos. Fazendo um devido tratamento nas unhas dos pés, e aguardando para voltar em 2014 com toda força, para enfrentar em maio, os 100km da Costa Esmeralda Ultra Trail.

E para finalizar... a todos vocês, que me acompanham nessa jornada, que me acompanharam em 2013,  a todos que apenas lêem, aos que já correm muito e aos que pretendem começar a correr... 

Um Feliz Ano Novo! Muitos e bons kms em 2014.



Desafio Praias e Trilhas
Tempo líquido: 14h21min35s

Distância: 84 km
Posição Geral: 52 de 94
Posição na Faixa etária 35-39: 12 de 16







A chegada na Praia da Joaquina... os primeiros 42km concluídos


a largada no segundo dia... na Praia da Joaquina...

em alguns trechos... Costões de pedras...

... trilhas a beira mar...

dunas...

areia fofa...

 praias extensas...

 descidas...

subidas...

mais subidas e dunas...

... avistando a chegada... depois de 84km...

os últimos 200m foram assim... surreal!


a travessia...


a vitória!

 a alegria!

o percurso.



quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Maratona Internacional de São Paulo - 42 km

São Paulo (SP), 06 de outubro de 2013. A Maratona de São Paulo estava programada para o dia 28 de abril, dois meses antes, a organização anunciou a nova data da prova para 6 outubro.


Pórtico da largada e chegada da Maratona Internacional de SP - 2013


Inúmeras reclamações.

Incluindo as minhas também.

Precisei me reprogramar financeiramente, gastei a mais com a mudança nas datas das passagens que já havia comprado.

Cheguei a São Paulo no sábado de manhã, retirei o kit no Ginásio do Ibirapuera e fui para o hotel.
Tentei descansar. 

Estava ansioso.

Uma pergunta rondava meus pensamentos, que apenas na prova poderia ser respondida:

- Conseguiria completar?

Uma semana antes, havia participado dos 42k da Maratona de Santa Catarina. Músculos, tendões, ligamentos e quase todos os sistemas corporais fisiológicos estavam em período de recuperação.
Mas já estava ali e o objetivo na prova era maior. Fazer um treino para os 84km do Desafio Praias e Trilhas que aconteceria 15 dias depois em Florianópolis.

Cheguei ao Parque do Ibirapuera 1 hora antes da largada, localizei o guarda volume e sai para conhecer o a estrutura.

Encontrei a entrada da baia que indicava o meu ritmo. Quando abriram os portões, em incríveis 10 minutos, o que antes parecia vazio, foi tomado por dezenas de milhares de pessoas.

Um helicóptero da organização começou a sobrevoar a largada.
Diferente da São Silvestre, não haviam tantos corredores fantasiados ou que estavam ali para se divertir.

Ali estava um Brasil de corredores. Dos quatros ventos. De norte a sul.

De cada raça. De cada cor, sotaque e ritmo.

Dezenas de milhares.

Estava bem posicionado. Ao sinal da largada, levei 1min46s para atravessar o pórtico.

Ao longo do percurso, haviam 10 pontos com atrações musicais, dois pontos de hidratação com isotônicos, dois de distribuição de  gel, 18 pontos de água e 2 pontos de carboidratos naturais (mini batatas cozidas com sal devidamente embaladas que experimentei e gostei) e frutas secas.

Sem dúvida, esta foi a prova com maior desgaste psicológico que passei. Por duas razões que identifiquei:
O percurso tinha muitas idas e voltas e isso era uma tortura, o vai e vem, não acabava. Eram atletas indo e voltando. Uma redundância quilométrica entre as ruas.

O outro fato que somou a essa imposição psicológica, foi a marcação com placas a cada quilômetro. Senti que isso estava me tirando o prazer de correr.

Não queria lembrar da distância que estava. Queria apenas correr. Não adiantava olhar para os lados, as placas eram enormes.

Pela primeira vez, senti uma vontade de passar pelo quilômetro 30 e dar uma voadora na placa, rs.

Sim, isso mesmo, rs... derrubá-la, assim como ela me derrubou na primeira maratona que participei. (Leia aqui).

É claro que nunca ia fazer isso, mesmo porque eu não ia conseguir, porque ela estava fixada em um galho de uma árvore.

Quando completei os 38 quilômetros, fisicamente estava bem, mas psicologicamente destruído. Ao passar pelo último túnel, um Sr. fantasiado de amarelo com uma bicicleta também fantasiada de amarelo e com diversos pisca-piscas, começou a pedalar ao meu lado. O problema maior foi que a bicicleta tinha um aparelho de som e tocava a música Maluco Beleza de Raul Seixas.

Aquilo foi uma tortura. Raul Seixas, o Sr. da bike e eu. Malucos.

Precisei aumentar o ritmo para deixar Raul Seixas para trás, mas logo ele voltava ao meu lado, e assim foi, por mais 2 quilômetros. Eu a bicicleta-pisca-pisca-sonora e Raul Seixas.

Posso dizer que me surpreendi com os meus pensamentos agressivos que tive com o quilômetro 30, com a música na bicicleta e também com o tempo que fiz na prova.

Os 42.195m foram completados em 4h09min, 2 minutos a menos que na semana anterior.

Agora era aguardar os 84km do Desafio Praias e Trilhas; e agradecer ao Sr. da bicicleta-pisca-pisca-sonora e Raul Seixas, que sem eles eu não teria corrido tanto no final.



Retirada do kit...



 O kit da Maratona Internacional de SP 2013...



 Momentos antes da Largada... em 10 minutos lotou!



O guarda volume...


Eu Atleta!



Os banheiros químicos...


 A chegada... sem Raul Seixas,rs.

  
A Medalha.




O percurso.



Maratona Internacional de São Paulo
Tempo líquido: 4h09min05s

Distância: 42,195 km
Posição Geral Masculino: 1139 de 2726
Posição na Faixa etária 35-39: 210 de 492

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Maratona de Santa Catarina - 42 km

Florianópolis(SC), 29 de Setembro de 2013. Depois de encarar trilhas, praias e montanhas nas últimas 4 provas que participei, a Maratona de Santa Catarina foi o meu retorno ao asfalto.



Maratona de SC... cheia de charme e magia. 


Abrindo a porteira para os 42km...

... e a chegada!


Não consigo descrever em palavras, prosa, narrativa, monólogo ou seja qual for a forma literária, a sensação de ter participado dessa prova.

O percurso mesmo sendo de ida e volta tinha sua magia: era a Beira Mar da Ilha catarinense.

Local onde os olhos não cansam.

A mente não enjoa.

E os ventos além-mar alimentam a alma.

Nos primeiros 8 km surgiram algumas dores musculares já conhecidas, que aos poucos foram desaparecendo. Acredito que essa seja a distância que levo para aquecer.

Nos quilômetros seguintes, a hidratação e suplementação foram como planejados.

Sem dor.

Sem câimbras.

Sem a preocupação com o tempo.

Ultrapassei o temido “muro” dos 30km sem acreditar que já havia alcançado a distância, que na mesma prova ano passado, nesse exato ponto, uma avalanche de dores e desconfortos musculares nunca antes sentidos, se manifestaram dos pés a cabeça.

Estava bem.

O sol deu ar de sua graça e um torrão na cabeça, pernas, braços e pescoço, durante todo o percurso.

Corri ao lado de alguns atletas. Conversávamos. Trocávamos alguns comentários sobre a prova e as próximas provas. Alguns me deixavam para trás, outros eu acelerava e ultrapassava. Como estava mais cauteloso com o meu ritmo, logo era ultrapassado por eles novamente, rs.

Não era raro correr sozinho por longos trechos.

Encontrei durante a prova os amigos: Fabiano correndo os 10 km; o triatleta e Ironman Milton voando baixo nos 42 km e chegando na 39ª posição geral; Eduardo Hanada fazendo um excelente tempo nos 5k e voltando as provas em pleno tratamento no joelho; e o também triatleta e Ironman Fabio que acompanhou a prova com sua bela bike Cervélo, dando um apoio e incentivo nos quilômetros finais. Obrigado Fábio e se recupere logo desse joelho ai.

Nos últimos 2km, a luz no final do túnel se aproximava a cada passada, ao comemorar dando pulos e socos ao ar, acabei chamando a atenção de um senhor que passava.

Ouvi ele falar:

- Não pule. Cuidado! Esta no final e você pode se lesionar.

Poderia ter agradecido o conselho, mas naquela altura meio extasiado, respondi:

- Estou treinando a comemoração na linha de chegada!

Quanto ao tempo que levei na prova? Foi abaixo do ano passado, dentro do meu objetivo. Mas isso não importava. Estava há alguns minutos de vencer os 42.195 m.

Nos últimos 200 metros acelerei e comecei a vibrar.

Como já havia ensaiado antes, atravessei a linha de chegada pulando e dando socos ao ar.

E é claro... já alimentado com os ventos além-mar.


A largada.


 Os primeiros metros em sentido Sul da Ilha.


 A Elite.


Ida e volta... percurso que não cansa, não enjoa.



Ainda no começo... uma luz no final do túneo...










O percurso.


Maratona de Santa Catarina
Tempo líquido: 4h11min30s

Distância: 42,195 km
Posição Geral: 254º de 461
Posição na Faixa etária 35-39: 42º de 71

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Campanha de doação de tênis: Tênis velho, atleta novo – doe seu tenis antigo para um corredor

Boas iniciativas merecem ser divulgadas. Quem puder participar e ajudar a divulgar...



Regulamento

 01. Esta é uma campanha de doação de pares de tênis usados em bom estado para atletas, profissionais ou amadores, de baixa renda da cidade de Blumenau e região, de iniciativa do blog www.vidaeumacorrida.blogspot.com;
02.  As doações podem ser feitas por pessoas naturais ou jurídicas, que deverão se identificar no blog através do formulário próprio após a entrega dos produtos;
03.  As doações e cadastro no blog ocorrerão de 26 de agosto a 25 de setembro de 2013;
04.  Poderão ser doados, alem de tênis, roupas para prática de corrida e outros esportes, em bom estado de conservação e limpas;
05.  Ao final da campanha, será sorteado entre os números recebidos pelos doadores, o tênis Asics Gel Noosa Tri8, no valor de R$ 450,00, que poderá ser retirado na loja indicada no blog em até 30 dias após o sorteio;
06.  O ganhador do sorteio receberá também uma camiseta de corrida, cortesia de Taty’s Estetic Hair;
07.  Outros brindes poderão ser sorteados pelos apoiadores da campanha, o que será divulgado no blog;
08.  A data e local do sorteio serão divulgados no dia do término das doações, ocorrendo no prazo de quinze dias;
09.  Há 5 postos de coleta em Blumenau: Wellness Academia: Rua Sete de Setembro, 1574;Taty’s Estetic Hair: Rua Angelo Dias, 200; Loja Sportlife: rua São Paulo, 1372; Pela ABTRI- Associação Blumenauense de Triathlon: Academia Acquasports - Rua Catharina Braun, 116 e loja  Krabu - Rua Curt Hering, 256;
10.  Poderão ser apresentados outros postos de coleta, inclusive em outras cidades, que serão informados no blog;
11.  O tênis a ser sorteado é oferecido  pelos apoiadores Wellness Academia, Taty’s Estetic Hair, Loja Sportlife, ABTRI e ainda Wish Energy Drink, que acreditam na campanha e no potencial de todos os jovens atletas;
12.  Para proceder à doação, o interessado deverá acessar o blog, conhecer o regulamento e fazer sua entrega em qualquer dos postos de coleta, onde receberá um número. Deverá informar no blog o número recebido para participar do sorteio, no formulário próprio;
13.  É entregue um número por doação;
14.  Não há limitação de doações, podendo cada pessoa fazer quantas doações quiser;
15.  Encerrada a campanha, todos os produtos recebidos serão entregues na Fundação Municipal de Desportos de Blumenau, para doação efetiva a atletas de menor renda e alunos da modalidade atletismo de Blumenau;
16.  A Fundação poderá destinar os produtos recebidos a entidades sem fins lucrativos que assistam jovens atletas ou estudantes, a seu critério;
17.  Encerrada a campanha, o blog divulgará a quantidade de produtos arrecadados e os apoiadores, e haverá a cobertura da entrega dos produtos.
18.  Não existe vinculação desta campanha a partidos políticos ou Administração Pública em nenhum nivel, e é uma campanha sem qualquer fim lucrativo.
19.  Dúvidas ou questões diversas que surgirem ao longo da campanha poderão ser trazidas ao site para resolução.Blumenau, 26 de agosto de 2013.

Desafio do Mirante - 4,7km

Joinville(SC), 25 de Agosto de 2013. Um estilo de prova que sempre me despertou interesse foram as corridas verticais. Geralmente ocorrem em escadarias de prédios altos, com muitos andares, onde o fato de subir de elevador para quem no dia-dia esta atrasado, é demorado.



A largada é realizada alguns metros fora do edifício, passa pelo hall e segue pela escada enclausurada até a cobertura, local da chegada.

A prova é contra-relógio, ou seja, a largada é a cada 1 minuto, evitando assim ultrapassagens e congestionamento dos atletas em alguns pontos da escadaria. Nem sempre o primeiro a largar é o vencedor. É uma legítima prova contra o tempo, contra-o-relógio.

Uma prova diferente, rápida e de uma grande explosão muscular.

Não é sempre, mas no meu trabalho, em alguns momentos encaro alguns degraus subindo 12 ou 15 andares em escadaria dos prédios em construção. Não por necessidade, mas por escolha. Deixo de lado o elevador da obra e encaro as escadas. Comprimento o pessoal da linha de frente da execução, acompanho o andamento andar por andar e principalmente chego ao destino com os músculos queimando devido ao efeito do ácido lático no sangue.

Isso é bom.


Retirada do kit e largada...

Do outro lado do rio o Centreventos Cau Hansen.


Primeiro km plano...

Os 4,7km no Desafio do Mirante em Joinville foram assim. Uma prova diferente de subida. Rápida. Fria e de grande explosão muscular. A largada em uma manhã de domingo, nublada, fria e com a iminência de garoa, reuniu 168 atletas. No percurso faltou a escadaria, mas teve um misto de asfalto, calçamento, estrada de chão e lajotas; com ascensão ao Mirante do Morra da Boa Vista de 200 m de altura.

Larguei em um ritmo moderado, controlando os batimentos cardíacos na faixa de 160 bpm. Quando iniciou o aclive, os batimentos foram para 190 bmp. Ajustei o ritmo e mantive entre 180 a 185 bmp. Na metade da prova, comecei a ultrapassar alguns corredores e tentei manter o objetivo de não caminhar durante o percurso. 

Não deu. Nos metros finais precisei dar alguns passos largos, respirar fundo e voltar a correr.

Completei a subida em 27m39s com os músculos das pernas e a lombar queimando.

Confesso que passou um leve desejo de um dia participar da Comrades, a famosa, desafiadora e desejada rainha das Ultramaratonas, na Africa do Sul, com os seus 87km de subida. Esse desejo nada mais é do que o resultado da endorfina na corrente sanguínea, que deixa muita gente alucinada no final da prova, rs.

Depois de receber a medalha, um kit de frutas e um squeeze de um dos patrocinadores, assisti a premiação.

Em seguida desci correndo os 4,7 km e aproveitei para fotografar o percurso.

Correndo e lembrando que sem elevador, em alguns momentos é muito melhor... e quem sabe daqui a alguns anos a Comrades.



Calçamento...


trilha...


estrada de chão...




a pavimentação: voltando as civilização...


ao fundo o Mirante e uma neblina...


... a chegada.


Marcando presença em todas... Paolo e Fernando da assessoria esportiva 42k de Joinville.


A medalha.


Altimetria... km a km.

O percurso.

Desafio do Mirante
Tempo líquido: 27m39s

Distância: 4,7 km
Posição Geral: 55º de 168
Posição na Faixa etária 35-39: 9º de 16